Água, energia e gás não podem parar. Para as concessionárias que operam esses serviços essenciais, continuidade operacional deixou de ser uma meta de TI e virou condição de negócio. Neste artigo mostramos por que a nuvem se tornou a base dessa resiliência — e como a Ecogen transformou sua operação ao migrar para a PWS Cloud.
Continuidade operacional: o indicador que o setor de infraestrutura não pode negociar
Concessionárias de energia, gás e saneamento sustentam serviços que a sociedade consome 24 horas por dia, 7 dias por semana. Um sistema de monitoramento fora do ar, uma planta que perde comunicação ou um dado que chega atrasado não representam apenas um incômodo técnico: podem significar multas regulatórias, risco à segurança e perda de confiança do cliente. Nesse contexto, a alta disponibilidade é o verdadeiro coração da operação.
Os números ajudam a dimensionar o risco. Para mais de 90% das empresas de médio e grande porte, uma única hora de indisponibilidade já ultrapassa a marca de US$ 300 mil em prejuízo. A nuvem entrou nesse cenário como resposta estrutural: 77% das empresas brasileiras já utilizam serviços de cloud em suas operações, e 61% delas afirmam adotá-la de forma plena, integrada ao núcleo do negócio.
Por que o on-premise trava a continuidade?
Ambientes 100% on-premise foram desenhados para um cenário que já não existe. Servidores, switches e storages envelhecem, chegam ao limite de capacidade e passam a exigir um novo ciclo de CAPEX — troca completa de hardware — justamente quando a empresa precisa crescer. E crescimento, no setor de utilities, quase sempre significa mais plantas, mais sensores e mais dados para correlacionar em tempo real.
Os sintomas são conhecidos por qualquer gestor de infraestrutura crítica:
- Falsos positivos de monitoramento — alertas disparados por instabilidade do ambiente, não por falhas reais, que corroem a confiança da equipe.
- Gargalos de comunicação e VPN — perda de conexão com plantas remotas ao longo do dia, exigindo esforço manual para recuperar informação.
- Backup frágil e trabalhoso — rotinas baseadas em hardware e fitas LTO, difíceis de gerenciar lentas para restaurar e risco de problemas com a perda de conteúdo por conta da degradação da fita magnética.
- Custos ocultos — camadas de licenciamento, manutenção, monitoramento e mitigação de risco que raramente aparecem claras no orçamento anual.
Segundo a PwC e o setor elétrico brasileiro, a digitalização das concessionárias caminha para um ambiente com mais de 15 bilhões de ativos conectados até 2026, entre nuvem, IoT e 5G. Sustentar esse volume em infraestrutura legada é, na prática, inviável.
Case Ecogen: continuidade operacional na prática com a PWS Cloud
A Ecogen é referência em transição energética: entrega utilidades industriais — água quente, água gelada, vapor e energia — para projetos de grande porte. Sua área core são os sistemas SCADA, monitorados 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano a partir de um Centro de Controle Operacional (CCO). O desafio de escala é evidente: são 52 plantas distribuídas por diversas localidades do país, metade delas remotas, operando sem equipe local presente.
“A infraestrutura era completamente on-premise. Era um ambiente robusto para a época em que foi arquitetado, mas que já tinha dificuldades para crescer, otimizar e entregar a camada de serviço que a gente precisava”, relata Henrique Barjas, há sete anos na Ecogen. Com o parque chegando aos seis anos de uso, a decisão era clara: refazer todo o CAPEX ou migrar para a nuvem.
A migração
A escolha foi a PWS Cloud. A configuração de todo o ambiente foi concluída em questão de semanas, e a virada final — o cutover completo da operação — levou cerca de duas horas. O ambiente passou a responder integralmente na nuvem no mesmo dia.
“Foi uma das migrações mais simples que eu já fiz na vida. Logo de cara, os benefícios estavam nítidos para todos os colaboradores: ‘Nossa, ficou mais rápido, ficou mais simples, minha informação está mais acessível.’” — Henrique Barjas, Ecogen
Os resultados
O impacto apareceu em indicadores que importam para a continuidade operacional:
- Disponibilidade de ~80–90% para praticamente 100% na comunicação com as plantas e estruturas remotas. “Ninguém mais me liga dizendo que está com problema para acessar tal sistema.”
- Fim dos falsos positivos — os alertas de monitoramento, antes desabilitados pela instabilidade, puderam ser reativados com confiança após cerca de três meses de operação estável.
- 30% a 40% de economia no custo efetivo total ao longo dos anos, eliminando camadas de licenciamento, serviço e risco.
- Backup drasticamente simplificado — a rotina 3-2-1 baseada em hardware e fitas LTO deu lugar a uma gestão muito mais leve.
- Divergência de dados de 10–15% eliminada — o gargalo que obrigava as equipes de engenharia a caçar e correlacionar informações deixou de existir.
“Comecei um namoro de longa data com a nuvem. Hoje é um casamento longo — a gente não consegue ficar um sem o outro. Confiabilidade vai além da entrega de serviço: é uma parceria entre duas entidades.” — Henrique Barjas, Ecogen
Sou descentralizado, com 52 plantas em diversas localidades. A disponibilidade é essencial para nós — e rodar em um ambiente que proporciona isso faz toda a diferença.
O que as concessionárias podem extrair do case?
A experiência da Ecogen condensa quatro pilares que qualquer operadora de energia, gás ou saneamento deveria buscar ao levar sua infraestrutura crítica para a nuvem:
- 1. Disponibilidade como projeto, não como sorte. Arquiteturas em nuvem bem desenhadas elevam a confiabilidade da comunicação com ativos remotos ao patamar que a operação 24/7 exige.
- 2. Previsibilidade de custo. A troca do CAPEX recorrente por um modelo operacional torna visíveis custos antes ocultos — e, no caso Ecogen, gerou de 30% a 40% de economia.
- 3. Resiliência de dados por padrão. Soluções de Backup e DR deixam de depender de hardware e fitas, reduzindo o tempo e o risco de restauração.
- 4. Parceria, não fornecimento. Suporte proativo e reativo, que atua junto do time de TI do cliente, transforma a nuvem em extensão da própria operação.
Esse movimento acompanha o mercado. O segmento global de nuvem para energia e utilities somou US$ 17,8 bilhões em 2024 e deve chegar a US$ 54,8 bilhões até 2033, um crescimento anual de 15,7%. No Brasil, os investimentos em saneamento devem superar R$ 30 bilhões no ano, na esteira do novo marco regulatório — capital que exige infraestrutura digital à altura.
A PWS Cloud como parceira de continuidade
Com 15 anos de experiência em nuvem, infraestrutura, cibersegurança e serviços gerenciados, a PWS Cloud acompanha concessionárias em toda a jornada — do desenho da arquitetura à operação do dia a dia — com atendimento consultivo e execução ponta a ponta. O objetivo é sempre o mesmo: colocar a continuidade operacional no centro, para que energia, gás e saneamento nunca parem.
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